Esta imagem do enorme aglomerado de galáxias MACS J0416.1-2403 fazia parte do projeto Frontier Fields do Telescópio Espacial Hubble, que combinava o poder das “lentes gravitacionais” naturais no espaço com a capacidade do Hubble de criar imagens de campo profundo de longa exposição. Lentes gravitacionais ocorrem quando a imensa gravidade de aglomerados massivos de galáxias amplifica e distorce a luz dos objetos atrás deles. Isso torna possível ver objetos muito além do alcance dos telescópios normais. Neste caso, observações conjuntas desse aglomerado feitas por Hubble e pelo Telescópio Espacial Spitzer revelaram uma galáxia extremamente distante que teria existido cerca de 400 milhões de anos após o Big Bang. Astrônomos apelidaram a galáxia de Tayna, que significa “primogênito” em aymara, uma língua falada nas regiões dos Andes e do Altiplano da América do Sul. Tayna representa uma classe menor e mais fraca de galáxias recém-formadas que antes haviam escapado da detecção e que eram consideradas mais representativas do universo primitivo, oferecendo novas percepções sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. MACS J0416.1-2403 está localizada na constelação de Eridano. Para uma imagem de Tayna e informações adicionais, visite: hubblesite.org/contents/news-releases/2015/news-2015-45.html
Crédito da imagem: NASA, ESA e L. Infante (Pontifícia Universidad Católica de Chile)



